segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NASA descobre nova forma de vida na Terra


A agência espacial norte-americana -NASA - anunciou a 2 de Dezembro a descoberta de uma nova forma de vida no nosso planeta. Trata-se de uma bactéria que sobrevive à base de arsénio, num lago na Califórnia.

A existência deste organismo expande o horizonte de busca por seres fora do planeta, uma vez que não se sabia até ao momento que o arsénio permitia o desenvolvimento de formas de vida.

Todas as formas de vida conhecidas até agora, desde plantas a animais e micro-organismos, dependem de seis elementos químicos para construir as moléculas que formam os seus corpos: oxigénio, hidrogénio, carbono, fósforo, enxofre e nitrogénio.

A nova bactéria, descoberta no Lago Mono, um corpo de água alcalino e altamente salgado, representa uma excepção à regra ao excluir o fósforo, adicionando o arsénio (elemento tóxico para o organismo humano) à lista dos elementos primordiais.

A descoberta assume enorme importância tanto na compreensão da origem e desenvolvimento das formas de vida, como na busca de vida extraterrestre.

In http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=6001 acedido em (2 de Dezembro de 2010)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Para os meus alunos do 8º ano - A linguagem da Química

A Química, enquanto Ciência que descreve fenómenos que ocorrem quer ao nível microscópico dos átomos e das moléculas, quer ao nível macroscópico da manifestação das transformações químicas, utiliza uma linguagem própria, que se caracteriza pela sua generalidade e universalidade entre toda a comunidade científica: os símbolos e as fórmulas químicas e as equações químicas.

Para os alunos que iniciam o estudo desta nova linguagem, surgem diversas dificuldades. Não é fácil para alunos, ainda num período de desenvolvimento de operações concretas, pensar em objectos microscópicos e tentar associá-las a objectos macroscópicos. O racíocínio abstracto exigido para entender as representações estruturais e simbólicas apresentadas, está ainda em desenvolvimento. Contudo, é necessário fazer sentir no aluno que o caminho da memorização sem qualquer compreensão não produz aprendizagens significativas.

Será possível decorarmos e reproduzirmos palavras, frases e textos sem conhecermos as regras de escrita de uma língua? Será possível entendermos uma história sem conhecermos o significado das palavras que lemos?

Também não me parece possível decorarmos fórmulas químicas sem sabermos o que representam ou sem conhecermos as regras da sua escrita. Para gostarmos da Química e percebermos as histórias que ela nos conta é também necessário conhecermos a sua linguagem.

Para os meus alunos do 8º ano, que andam às voltas com a escrita e leitura de de fórmulas químicas, aqui fica uma interessante sugestão-“Roleta Química”. Experimentem e divirtam-se!

http://nautilus.fis.uc.pt/cec/teses/marta/marta/Jogo/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poema para Galileu

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.

Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

António Gedeão (1964)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dia Nacional da Cultura Científica


A 24 de Novembro de 1997, para comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho e divulgar o seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência, foi instítuido o Dia Nacional da Cultura Científica.
Em homenagem a Rómulo de Carvalho, professor de Física e Química, que escrevia sob o pseudónimo de António Gedeão, aqui fica um dos seus poemas:

Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Rómulo de Carvalho/António Gedeão

domingo, 14 de novembro de 2010

Na época das Castanhas



Estamos na época das castanhas e dos magustos!

O dia de S. Martinho é geralmente festejado em todo o país com as primeiras castanhas do ano e vinho novo.
São deliciosas as castanhas, assadas ou cozidas, mas antes de serem cozinhadas têm de ser cortadas ou retalhadas.

Porque será?
Claro que é para não rebentarem. Mas porque é que as castanhas rebentam ao serem cozinhadas?

As castanhas contêm bastante água na sua composição. Cerca de metade do peso de uma castanha corresponde a água. Assim, quando são aquecidas, essa água passa ao estado de vapor. A pressão do vapor vai aumentando e exercendo uma pressão sobre a casca, que a vai “empurrando” e se esta não tiver levado um golpe para deixar escapar esse vapor, a castanha pode explodir e a castanha fica desfeita em vários pedaços.
É surpreendente como muitos dos fenómenos físicos e químicos que estudamos no Laboratório se apliquem afinal à Cozinha!

E atenção, quando assar castanhas, não se esqueça de as cortar!
Bom magusto de S. Martinho!

sábado, 13 de novembro de 2010

História da Tabela Periódica

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Ainda a propósito da Tabela Periódica ...


O elemento 117 do quadro de Mendeleev

Investigadores russos e norte-americanos desenvolveram um novo elemento químico – o elemento de número atómico 117, que permitirá uma série de novas descobertas. A representação da novidade no quadro de Mendeleev (tabela periódica) vem ocupar o espaço em branco na sétima fila, junto dos elementos ‘pesados’, aqueles com massa atómica elevada. Após as recentes descobertas dos 113, 114, 115, 116 e 118, o 117 permanecia ausente.

Referências Bibliográficas:

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um ponto de partida para o estudo da Tabela Periódica ...

A Química estuda as propriedades de todas as substâncias que entram na constituição da enorme diversidade de materiais existentes na Terra.

Essas substâncias são, por sua vez, formadas por elementos químicos. Cada tipo de átomos corresponde a um elemento químico diferente. Actualmente, conhecem-se mais de uma centena de elementos químicos diferentes. Não são muitos, mas como os átomos do mesmo elemento, ou de elementos químicos diferentes, se podem ligar das mais diversas formas, e em número variado, é possível formar com eles um grande número de substâncias diferentes.

Embora alguns elementos químicos, como o ouro, o ferro, a prata e o cobre, sejam conhecidos desde a Antiguidade, até ao princípio do século XIX apenas se tinham descoberto cerca de 30 elementos químicos diferentes.Contudo, em meados do mesmo século, o seu número já tinha duplicado.


À medida que novos elementos químicos foram sendo descobertos, os cientistas constatavam a existência de certas semelhanças nas propriedades de alguns deles. Surgiu assim, a necessidade de se organizarem os elementos químicos conhecidos de acordo com as suas propriedades.


A organização dos elementos levou à construção da Tabela Periódica, que é hoje, sem dúvida, uma ferramenta de trabalho fundamental na Química. Nela encontramos os elementos dispostos de acordo com as suas propriedades, por ordem crescente do seu número atómico.

A Tabela Periódica desempenha um papel fundamental ao ajudar-nos a compreender as propriedades das diversas substâncias elementares e compostas.
A actual Tabela Periódica teve a sua origem com Dimitri Mendeleiev em 1869, que organizou os cerca de 60 elementos, até então conhecidos, em linhas e colunas, segundo a ordem crescente das suas massas atómicas.


Com o avançar dos anos, foram descobertos novos elementos químicos, que de facto, vieram a ocupar espaços “vazios” que tinham sido deixados por Mendeleiev.


A Tabela Periódica actual tem como base a tabela concebida por Mendeleiev. Contudo, muitos foram os contributos de diversos cientistas na evolução histórica desta Tabela.

A História das Ciências mostra-nos que o conhecimento científico está em permanente evolução sendo, por isso, um conhecimento inacabado. A construção da Tabela Periódica é um bom exemplo de como simultaneamente, e à medida que se vai aprofundando o estudo sobre a organização dos elementos químicos, se pode construir a ideia de que o conhecimento científico está em permanente evolução, integrando sempre contributos de vários cientistas, como se pode constatar através da sequência dos trabalhos e propostas de organização periódica de diversos cientistas, desde Lavoisier a Mendeleiev.

Imagens retiradas de:

Cridle, C.; Gonick, L. (2006). A Química em Banda Desenhada. Lisboa: Gradiva Publicações.

sábado, 16 de outubro de 2010

Gastronomia Molecular no Dia Mundial da Alimentação



Celebra-se hoje, 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação. O objectivo deste dia é consciencializar para as questões relacionadas com a nutrição e a alimentação.


A Química, nas suas diversas valências, está cada vez mais associada à alimentação. A Gastronomia Molecular é, actualmente, uma área em desenvolvimento. Utiliza processos físico-químicos para tornar os pratos mais atraentes e mais coloridos, permitindo novas texturas, sendo por isso muito apreciada pelos “chefs “.




Trazidos directamente do Laboratório de Química para a Cozinha, salientam-se o Alginato de Sódio e o Agar - Agar, muito utilizados pela Gastronomia Molecular.


O Alginato de Sódio é um sal de sódio de fórmula química NaC5H7O6, extraído de algas castanhas, e muito utilizado na indústria alimentar como agente gelificante, para aumentar a viscosidade ou como emulsionante.

O Agar-Agar é um hidrocolóide extraído de diversos géneros e espécies de algas marinhas vermelhas e é uma mistura heterogénea de dois polissacarídeos, agarose e agaropectina. É insolúvel em água fria, porém, expande-se consideravelmente e absorve uma quantidade de água de cerca de vinte vezes o seu próprio peso, formando um gel. Possui na sua composição principalmente fibras e também sais minerais, celulose e uma pequena quantidade de proteínas.


Aqui ficam duas aplicações do Alginato de Sódio e do Agar-Agar que estabelecem uma interessante ligação entre a Gastronomia Molecular e a Química. Para os "chefs", trata-se de uma forma de introduzir cor e novas texturas nos pratos que criam. Para os Químicos, são apenas reacções químicas de esterificação!



http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Ovo-de-Colombo/2010/6/quimica-que-se-come23-06-2010-143520.htm

sábado, 9 de outubro de 2010

Prémio Nobel

Todos os anos, desde 1901 o Prémio Nobel tem sido atribuido nas áreas da física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. O Prémio Nobel é um prémio internacional administrado pela Fundação Nobel em Estocolmo, na Suécia. Em 1968, o Sveriges Riksbank estabeleceu o Prémio Sveriges Riksbank em Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel, fundador do Prémio Nobel. Cada prémio consiste numa medalha, diploma e uma quantia em dinheiro.

Prémio Nobel da Física 2010




O Prémio Nobel da Física 2010 foi atribuído aos russos Andre Geim e Konstantin Novoselov pelos seus trabalhos inovadores sobre o grafeno bidimensional, material útil para o desenvolvimento de dispositivos electrónicos mais eficientes, como computadores e paineis solares.
O grafeno é uma forma de carbono. É um material novo, o mais fino já obtido, e também o mais resistente. É tão bom condutor de eletricidade como o cobre e melhor condutor de calor do que todos os outros materiais.



Prémio Nobel da Química 2010





O norte-americano Richard Heck e os japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki foram distinguidos com o Prémio Nobel da Química, pelo trabalho desenvolvido em formas mais eficientes de ligar átomos de carbono para construir moléculas complexas.


Estes três cientistas desenvolveram uma ferramenta que permite criar moléculas tão complexas como as que encontramos na natureza e que foram utilizadas para desenvolver novos medicamentos e materiais revolucionários como o plástico.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45411&op=all

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

2010 : Um grande ano de descobertas " astronómicas"!

Novo sistema planetário a 127 anos-luz


Sistema solar pode ter mais dois milhões de anos do que se pensa

Nasa adianta que Lua está a diminuir

Para ler em http://www.cienciahoje.pt/
25 de Agosto de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Os Fullerenos: uma nova família de compostos de carbono


A descoberta do C60, uma molécula composta por sessenta átomos de carbono, levou a que em 1985 R. Smalley, H. Kroto e seus colaboradores, propusessem uma simetria icosaédrica para esta molécula. Os 60 átomos de carbono formariam um agregado com a forma de um icosaedro truncado, em que cada um dos sessenta átomos de carbono se encontraria ligado a três carbonos vizinhos, de tal modo que cada átomo de carbono ocuparia um dos vértices de um icosaedro, numa estrutura de grande estabilidade em que todos os carbonos seriam equivalentes.

A esta molécula foi atribuido o nome de Buckminsterfullereno, em homenagem ao arquitecto Buckminster Fuller, que se tornou célebre por ter desenhado várias catedrais com a simetria icosaédrica.

A molécula do Buckminsterfullereno, C60, é muitas vezes descrita como uma bola de futebol. O futeboleno será um bom exemplo de um icosaedro truncado com doze faces pentagonais e vinte faces hexagonais. Se pintarmos os pentágonos de preto e os hexágonos de branco, fácilmente reconheceremos a origem do nome futebolleno, a que os americanos chamam "soccer-ball".

A descoberta do Buckminsterfullereno, C60, e de um método de o produzir em quantidades macroscópicas, abriram mais uma porta na nova e interessante área da Química: a engenharia dos materiais.

O Buckminsterfullereno é apenas um membro de uma grande família de moléculas de carbono, em forma de "gaiolas", a que se chamou genéricamente fullerenos. A estrutura geométrica dos fullerenos tem de apresentar exactamente doze faces pentagonais, mas pode apresentar qualquer número (excepto um!) de faces hexagonais. Os fullerenos são designados pela fórmula geral C20+2H onde H representa o número de faces hexagonais. O C60, por exemplo, apresenta 20 faces hexagonais.

O C60 pode ser considerado uma nova variedade alótrópica de carbono, que no futuro poderá vir a desempenhar um papel tão importante como a grafite ou o diamante. As propriedades demonstradas como supercondutores e semicondutores, bem como a possibilidade de envolverem átomos no interior da sua estrutura em gaiola, ou simplesmente a possibilidade criada por um novo grupo funcional da Química Orgânica, serão pontos de partida interessantes para a Ciência.

Os Fullerenos foram identificados no espaço!

25 Anos depois da sua descoberta em laboratório, os Fullerenos foram identificados no espaço!


Um grupo de astrónomos detectou as maiores moléculas já encontradas no espaço numa nuvem de poeira cósmica ao redor de uma estrela: as moléculas de Fullerenos. Foi através do Spitzer, o telescópio de infravermelhos da NASA, que o grupo de cientistas, liderado por Jan Cami, da Universidade de Wester Ontário, detectou e identificou esta molécula, segundo o artigo publicado na Science.

O sinal, que permitiu identificar esta curiosa molécula, foi originário de uma estrela de Ara, no hemisfério celestial sul, a 6500 anos-luz de distância da Terra.

Harry Kroto, Nobel da Física em 1996 pela descoberta dos fulerenos, assinala: “Este avanço entusiasmante fornece provas convincentes que os fulerenos, como sempre suspeitei, existiram desde tempos imemoráveis nos recantos escuros da nossa galáxia”.




terça-feira, 20 de julho de 2010

41 anos passados sobre a ida do Homem à Lua!

Viagem à Lua
Os três pilotos que fizeram a primeira incrível viagem à Lua

"Parecia impossível que naquele ponto branco no céu estivessem dois homens a dar pequenos saltos. O primeiro passeio lunar durou duas horas e meia e, em órbita, havia um terceiro astronauta muito, mas mesmo muito sozinho.
Passaram 40 anos e ainda há quem não acredite que fosse verdade. Na Terra, 450 milhões de pessoas seguiram aquele acontecimento improvável pela televisão.
Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar o solo da Lua, comandante da tripulação da Apollo 11, estava à beira de fazer 39 anos. A missão correu sem falhas e ficou conhecida a famosa frase de Neil Amstrong "um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade".

Diário de Notícias, Adaptado

15 Julho 2009

Mais informação em: http://www.nasa.gov/externalflash/apollo11_40/

" Um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a humanidade !"

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Cozinha é um Laboratório

Cientistas portuguesas estão a desenvolver técnicas que permitem aliar a ciência à gastronomia criando detalhes sofisticados que os chefs de cozinha apreciam.

Cocktails moleculares (coloridos e inspirados nos gradientes de açucar que se utilizam para fazer centrifugações e separar células), esferas de sumos de maracujá (para os químicos leia-se "aplicações práticas das reacções de esterificação"), gelado de vinho (usando azoto líquido!) e espumante de lúcia-lima são algumas das especialidades.

Para ver em:
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Ovo-de-Colombo/2010/6/quimica-que-se-come23-06-2010-143520.htm

A Química é divertida!

sábado, 19 de junho de 2010

Garfield faz hoje 32 anos

O gato mais "obediente" às Leis da Física faz hoje 32 anos!

Preguiçoso, dorminhoco e gordinho, nunca foi grande amigo de dietas mas sempre teve uma ligeira inclinação para a Física !


Parabéns Garfield !

sexta-feira, 18 de junho de 2010

WebQuest: Energia com Futuro

A WebQuest "Energia com Futuro" foi elaborada no âmbito da unidade curricular Hipermédia e Sociedade de Informação, tendo constituído um trabalho de grupo de Ana Maria Tavares, Manuela Vale e Maria de Jesus Sá.


Esta WQ destina-se ao 7º ano de escolaridade de Ciências Físico-Químicas, podendo ser explorada como actividade de articulação curricular com Ciências Naturais.

Disponível em:

http://sites.google.com/site/energiasociedade/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

NASA descobre mais de 700 planetas fora do Sistema Solar

17 de Junho pode ter sido um dia histórico para a Astronomia !
















A equipa de investigadores da NASA responsável pela sonda Kepler anunciou a descoberta de indícios de 700 novos planeta fora do Sistema Solar.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=43574&op=all#cont

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Descoberto planeta mais jovem fora do Sistema Solar

Foi encontrado, através de observação directa, o planeta mais jovem fora do Sistema Solar




















Utilizando o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, uma equipa de astrónomos acompanhou o movimento do exoplaneta Beta Pictoris b, um gigante com nove vezes a massa de Júpiter.

O sol do planeta, uma estrela branca chamada Beta Pictoris, tem apenas 12 milhões de anos, contra os 4,5 mil milhões de anos do Sol do nosso Sistema Solar, é também a mais nova estrela conhecida a abrigar um planeta. Situa-se a 60 anos-luz da Terra, na constelação Pictor.

Esta descoberta, veio mostrar que os planetas gigantes podem formar-se próximo das estrelas em períodos muito mais curtos do que se pensava.

São já conhecidos 450 exoplanetas, no entanto, Beta Pictoris b é um dos poucos a ter sido detectado por observação directa (sem o uso de medições indirectas, baseadas nas variações do brilho reflectido pelo planeta).
O interesse desta descoberta está relacionado com a possibilidade de o mais recente exoplaneta descoberto poder fornecer pistas sobre a formação de planetas gigantes como Júpiter.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=43488&op=all

domingo, 30 de maio de 2010

Dia Mundial da Energia




No dia 29 de Maio comemorou-se o Dia Mundial da Energia.


No dia-a-dia são muitos os exemplos de opções de consumo ou de comportamentos que se podem traduzir numa enorme poupança de energia em casa, reflectindo-se esse facto na redução das contas da electricidade e do gás e numa melhor qualidade de vida para todos.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Conservação da Energia Mecânica

Aqui fica a simulação computacional sobre Conservação de Energia Mecânica que podem explorar livremente.

Nesta simulação pode visualizar-se a forma como variam a energia cinética e a energia potencial de um bloco que desce e sobe um plano inclinado.


http://www.ngsir.netfirms.com/applets/incline/Incline.htm


Experimentem e tirem conclusões!

A Phoenix morreu

NASA explica que sonda ficou danificada devido ao rigoroso inverno marciano


"A agência espacial norte-americana, NASA, levou a cabo várias tentativas para recuperar o sinal da sonda Phoenix, mas já é oficial: a sonda morreu. A imagem partilhada pela Nasa mostra os painéis danificados pelo gelo polar. A fotografia de 2008, após a aterragem da Phoenix, mostram outra perspectiva com os painéis solares a funcionar.

As condições rigorosas do inverno marciano – duas vezes mais longo do que na Terra – foram a principal causa para a sua deterioração. Contudo, já se previa que talvez não resistisse às condições atmosféricas.

A Phoenix aterrou em Marte, a 25 de Maio de 2008. Durante os cinco meses em que foi usada para explorar a superfície do planeta vermelho, encontrou evidências de água – o que permitiu escalar a hipótese de que haveria vida no planeta."

in Ciência Hoje, 25 de Maio de 2010

«Curiosity» parte da Terra em 2011 e chega a Marte em 2012

Novo veículo da NASA vai funcionar como um laboratório de geoquímica orgânica



A NASA está a preparar um novo todo-o-terreno para continuar a explorar Marte. Iniciado em 1997, este programa tem enviado para o «Planeta Vermelho» veículos cada vez mais complexos. O veículo que a Agência Espacial Norte Americana está agora a preparar chama-se «Curiosity» e será lançado em finais do próximo ano (entre 25 de Novembro e 18 de Dezembro). Chegará Marte entre 6 e 20 de Agosto de 2012.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42861&op=all

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como olhar criticamente o software educativo multimédia

Referências Bibliográficas:

Carvalho, A. A. (2005). Como olhar criticamente o software educativo multimédia. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação: Utilização e Avaliação de Software Educativo, Número 1, Ministério da Educação, 69-82, 85-86.

Registo de Leitura:

Carvalho (2005) considera que o software educativo multimédia (SEM) apresenta potencialidades na aprendizagem, na motivação e na autonomia dos utilizadores. A interactividade que o software educativo exige, faz com que o utilizador se sinta envolvido na exploração do conteúdo, navegue ao seu ritmo e aceda a parte de informação de cada vez, sem ficar perdido com a quantidade de informação.

Para que possa ocorrer aprendizagem significativa com o software educativo há três factores que se condicionam mutuamente: a qualidade científica, pedagógica e técnica; a familiaridade do utilizador com o sistema informático (literacia científica) e com o conteúdo (conhecimentos prévios); o desejo que o sujeito tem de aprender.

O SEM promove a autonomia do utilizador ao permitir orientar o seu desempenho através das ajudas à navegação e do feedback que orienta o desempenho no utilizador.

A liberdade dada ao sujeito na exploração do software e a interactividade proporcionada reflectem uma teoria de aprendizagem que está subjacente à sua construção, podendo ter uma orientação mais behaviorista ou mais construtivista.

O software educativo poderá ser construído tendo por base uma orientação behaviorista, criando etapas a serem executadas, não permitindo que o utilizador passe à actividade seguinte sem ter realizado a etapa anterior. Por outro lado, o software educativo de cariz construtivista dá liberdade ao utilizador de o percorrer livremente para que possa construir o conhecimento de acordo com os seus interesses.

Carvalho (2005) apresenta algumas considerações sobre os componentes que considera pertinentes para descrever e para analisar criticamente o software educativo multimédia:

1. Caixa – deve fornecer várias indicações que vão permitir identificar o título, o ano de edição, a editora, os destinatários, a área temática, os objectivos, a língua usada nos textos e na locução e os requisitos do sistema para que se perceba se é compatível com o computador do utilizador. Se o software for específico de determinada disciplina, deve indicar o ano de escolaridade;
2. Início/apresentação – deve possibilitar ao utilizador saltar a parte da apresentação, uma vez que esta depois da primeira utilização perde o efeito de novidade;
3. Menu – deve apresentar as actividades existentes ou, pelo menos, as actividades que por sua vez se podem desdobrar em outras, disponibilizando vários níveis de detalhe de informação;
4. Navegação – deve permitir ao utilizador saber sempre onde está e como ir para um determinado local, através da informação disponível no ecrã, no título ou numa opção visível a cor diferente. Os menus, as setas e as hiperligações inseridas no texto são formas de facilitar a navegação;
5. Estrutura – Podem considerar-se três tipos de estrutura básica:
  • Linear ou sequencial em que cada nó só tem um descendente e um pai (o utilizador avança ou recua na informação, e embora não se perca, também não tem liberdade de acção);
  • Hierárquica em que de cada nó partem vários descendentes, permitindo ao utilizador a possibilidade de escolher o que quer ver. Se cada descendente só tiver ascendentes designa-se por estrutura em árvore; se alguns dos nós tiverem mais do que um ascendente designa-se por estrutura acíclica, em que o utilizador pode aceder à informação por mais de um percurso. A possibilidade do utilizador se perder aumenta, mas a liberdade de navegação é maior.
  • Rede em que o utilizador tem uma liberdade total de navegação.


A estrutura híbrida combina 2 ou 3 dos tipos indicados, podendo dar liberdade de navegação ao utilizador bem como limitar-lhe a navegação em determinados conteúdos, sobretudo quando só há uma ordem para os aprender. Este tipo de estrutura pode ser mais benéfica para a aprendizagem.
6. Actividades – as actividades ou conteúdos são indicados no menu ou em sub-menus. A exploração do conteúdo permite averiguar a correcção científica, se este é adaptado à faixa etária, ao programa curricular. As actividades devem ser fáceis de compreender e adequadas à faixa etária indicada. A ajuda deve estar acessível sem ser obrigatória a sua leitura ou audição, de forma a não aborrecer o utilizador experiente, mas poder auxiliar o utilizador que precise de ser esclarecido;
7. Interface – condiciona a interacção entre o utilizador e o software. Deve ser intuitiva, tornando-se fácil de interagir e deve ser consistente apresentando um design gráfico comum aos diferentes ecrãs, em que o menu e demais botões surgem no mesmo local, facilitando a interiorização da navegação e exploração do SEM e permitindo que o utilizador desenvolva rapidamente o modelo mental do documento, orientando-se. O tamanho e tipo de letra, o contraste entre os caracteres, o fundo e a qualidade das imagens, devem ser escolhidas de forma a que o SEM se torne fácil de ler. O utilizador deve poder ter controlo sobre a música, os efeitos sonoros, a locução ou vídeo, activando-os ou desactivando-os quando entender;
8. Ajuda – as ajudas são imprescindíveis e devem estar acessíveis para o utilizador usar quando entender. Não devem ser impostas e devem ser específicas da secção, actividade, tarefa ou jogo;
9. Sugestões – para pais, educadores e/ou professores. Podem ser apresentadas sugestões de exploração e disponibilizadas actividades complementares a serem impressas como fichas de trabalho;
10. Imprimir diplomas – podem integrar a funcionalidade de mandar imprimir um diploma que ateste o desempenho das crianças;
11. Hiperligações para sites na Web – Podem disponibilizar hiperligações para o site da editora onde colocam tarefas complementares ou estabelecem hiperligações para sites temáticos que completem a informação;
12. Ficha técnica – deve disponibilizar a ficha técnica do software educativo multimédia, por vezes, com a designação de créditos;
13. Sair do SEM – A possibilidade de sair do SEM deve estar sempre acessível. O professor ou educador deve concluir se aos objectivos explicitados na caixa do software educativo (CD ou DVD) se concretizam, indicando os aspectos que se consideraram mais positivos e os aspectos negativos, averiguando da adequação desse software ao perfil alvo (os alunos).

Em síntese, além da qualidade científica dos conteúdos, será de ter em conta o papel da estrutura, da navegação, do menu, das actividades, da ajuda, do feedback e da interface na promoção da autonomia do aluno, na liberdade de navegação e de aprendizagem do aluno.

sábado, 22 de maio de 2010

Dia 22 de Maio:Dia Internacional da Biodiversidade

No dia 22 de Maio celebra-se em todo o mundo o Dia Internacional da Biodiversidade ou da Diversidade Biológica. O Dia Internacional da Biodiversidade foi instituído pela UNESCO tendo como objectivo promover o conhecimento sobre a biodiversidade e alertar para os problemas a ela associados, tais como alterações climáticas, as rápidas mudanças nos diferentes habitats e as consequentes modificações nas taxas de reprodução animal e no crescimento das plantas ou, nos casos extremos, o desaparecimento de inúmeras espécies de fauna e flora.
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Para consultar:

http://www.unesco.org.uk/international_day_for_biological_diversity_–_22nd_may_

sexta-feira, 21 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal

Referências Bibliográficas:

Carvalho, A.A. (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (eds), As Tic em Educação em Portugal. Porto: Porto Editora, 299-327.

Registo de Leitura:

Carvalho (2007) considera três fases na evolução da WebQuest (WQ):

Quadro 1- Evolução dos componentes da WebQuest


Carvalho (2007) refere que a construção da WQ é útil na formação de professores, inicial e contínua, na medida em que a sua construção implica que se domine o tema da WQ para a conceber e ter sensibilidade e criatividade para o que pode ser solicitado na tarefa e ainda para seleccionar criticamente as fontes a referir. Por outro lado, permite aos professores repensarem a aprendizagem e os princípios pedagógicos a implementar para orientarem os destinatários pelas diferentes etapas até à solução final. A construção da WQ é exigente no que concerne à avaliação a ser realizada no desempenho de cada aluno, exigindo conhecimentos na área da tecnologia para implementar e disponibilizar a WQ online.

A autora refere ainda que existem outras actividades mais simples que tiram partido dos recursos da Web, como na Caça ao Tesouro, que apresenta várias questões com apontadores para sites e uma pergunta aglutinadora. A grande diferença entre a WQ e a Caça ao Tesouro está na complexidade da primeira, que inclui a avaliação e o processo, e na tarefa solicitada é colocada uma questão de resposta aberta.

Uma WQ bem elaborada deverá promover a dinâmica de grupo, a tomada de decisões e aprendizagem autónoma. Neste contexto, o papel do professor será o de ajudar os alunos a serem responsáveis pelas suas decisões, criando a oportunidade de estes aprenderem por si, tornando-se responsáveis pela sua aprendizagem.

A WQ fomenta a aprendizagem autónoma e responsável, permitindo ao aluno desenvolver a capacidade de expor o seu trabalho à turma, submetendo-se à crítica dos seus pares e do professor, aprendendo também a criticar o trabalho dos seus colegas de forma construtiva.

Segundo Carvalho (2007), o grande segredo da WQ depende da temática, da tarefa e da orientação do processo. A tarefa deve envolver os alunos em questões complexas que os obriguem a ir para além da informação disponibilizada, de forma a desenvolver o pensamento crítico e o pensamento de nível avançado. Não devem ficar centradas no formato de texto, devendo permitir rentabilizar os recursos disponíveis de forma a motivar os alunos a aprenderem.

A investigação sobre WQs já realizada, mostra que, apesar de serem ainda desejáveis algumas modificações, estes recursos têm sido utilizados com sucesso, desde centros de formação, até ao ensino superior. Contudo, alguns aspectos ainda merecem reflexão, como o impacto da duração da WQ, o efeito do tamanho do grupo e género dos sujeitos, bem como a eficácia desta ferramenta em alunos pouco interessados em aprender.

domingo, 16 de maio de 2010

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos

Referências Bibliográficas:

Carvalho, A. A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação: Avaliação de locais virtuais de conteúdos educativos, Número 2, Ministério da Educação, 55-78. http://hdl.handle.net/1822/5922

Registo de leitura:

A World Wide Web Integra uma diversidade imensa de informação que cresce de dia para dia. Contudo, a diversidade e multiplicidade de informação disponível não é garantia de qualquer qualidade. De acordo com Carvalho (2006), podem ser distinguidas quatro fases que permitem verificar a evolução na construção de sites: a 1ª fase designada por informação corrida ou “lençol”; a 2ª fase designada por multimédia (“multimédia no seu pior”); 3ª fase correspondente a design gráfico e interactividade; 4ª fase correspondente à edição colaborativa online. Estas fases mostram uma evolução não só no design gráfico mas também na diversidade de recursos que vão sendo disponibilizados, na comunicação que se intensifica e no papel atribuído ao utilizador, que passa a interagir com a informação e a produzir os seus próprios textos, disponibilizando-os online.

De acordo com Carvalho (2006), um site é constituído por um conjunto de páginas ligadas entre si, estabelecendo hiperligações a outros sites. A página de entrada (Home) deve disponibilizar o título do site, a sua finalidade, o público-alvo, a pessoa ou entidade responsável por ele, os contactos, as datas de criação e de actualização. Deve ainda referir os requisitos de optimização do site.

O menu deve reflectir as secções do site e estar sempre disponível, bem como a ajuda ao utilizador, o nome do site e o nome da página. Em rodapé, deve existir uma referência aos direitos de autor, a data de actualização e o URL.

A interface deve ser agradável e consistente entre as diferentes páginas, permitindo que o utilizador navegue facilmente no site e não se desoriente.

As plataformas open–source tais como o Moodle ou o Sakai, também permitem disponibilizar informação, possibilitando a comunicação síncrona e assincronamente, editar individualmente ou colaborativamente e, têm a vantagem de proporcionar privacidade aos professores e aos alunos ao exigirem uma palavra-passe.

Um site educativo deve ter subjacente os princípios básicos estruturais, de navegação, de orientação, de design e de comunicação de qualquer site mas, deve ainda motivar os utilizadores a quererem aprender e a quererem explorar a informação disponível. Deve ainda disponibilizar uma variedade de actividades com grau de complexidade diferente, de modo a motivar um leque amplo de alunos, e deve ser aberto à comunidade educativa, apresentando informação específica para os diferentes agentes educativos: alunos, professores e encarregados de educação. Deve ainda apresentar sugestões de actividades complementares e integrar ajuda ao utilizador e a perguntas frequentes (FAQs).

Ferramentas de comunicação como e-mail, chat, fórum, áudio e videoconferência constituem mais um requisito de site educativo. O site deve ter ainda um espaço de partilha de trabalhos e projectos feitos por professores e alunos.

Carvalho (2006) considera cinco componentes principais de um site educativo: a informação, as actividades, a comunicação, a edição e a partilha. Estes componentes estão relacionados entre si, contribuindo para dinâmicas interactivas, auto-suficientes e de responsabilização na aprendizagem e produção de trabalhos (Carvalho, 2006, p.8).
Figura 1 – Componentes de um site educativo (Carvalho, 2006, p.8)

Tendo por base a norma ISO/IEC 9126-1 (2001) e numa revisão de literatura consistente nesta área, Carvalho (2006) apresenta nove indicadores de qualidade de um site educativo: a identidade (nome do site, propósito ou finalidade, a autoridade e a data de criação e a última actualização); a usabilidade (estrutura do site, navegação e orientação no site, interface); rapidez de acesso (hiperligações activas); níveis de interactividade; informação (temática e adequação de orientações curriculares, abordagem feita ao assunto, correcção do texto, referências bibliográficas, data e actualidade, autor); actividades; edição colaborativa online; espaço de partilha; comunicação.

Saber identificar os indicadores de qualidade de um site educativo é uma competência imprescindível no século XXI, dada a crescente importância da Web enquanto recurso informativo. Neste contexto, Carvalho (2006) considera importante que o professor, enquanto orientador da aprendizagem, saiba tirar partido dos sites educativos com qualidade existentes na Web, rentabilizando a informação online e educando os alunos para a Sociedade de Informação.

sábado, 15 de maio de 2010

Química Divertida


Computadores, Ferramentas Cognitivas

Referências bibliográficas:

Jonassen., D. H. (2007). Computadores, Ferramentas Cognitivas. Desenvolver o pensamento crítico nas escolas. Porto: Porto Editora, pp.229-252.

Registo de Leitura:

Capítulo 11 – O hipermédia enquanto ferramenta cognitiva

De acordo com Jonassen (2007), o termo multimédia envolve a integração de mais do que um meio numa qualquer forma de comunicação. Refere-se à integração de media, como texto, som, elementos gráficos, animação, vídeo, imagens e modelação espacial, num sistema de computador. As apresentações multimédia atraem e mantêm a atenção dos alunos porque são multimodais, isto é, estimulam mais do que um sentido ao mesmo tempo.

O termo hipermédia refere-se, segundo o autor, à ligação entre o multimédia e o hipertexto. Enquanto o texto linear é construído de forma a ser lido do princípio ao fim, o hipertexto está para além do texto normal, numa estrutura e sequência que pode influenciar a compreensão do tópico. O hipertexto refere-se a um método não sequencial e não linear de organização e apresentação de texto, de forma a possibilitar aos leitores acederem à informação contida num texto, na forma mais significativa para cada um.

Os sistemas de hipermédia permitem aos utilizadores determinar a sequência a seguir para aceder à informação, navegar, desenvolver a informação existente de forma a torná-la mais significativa do ponto de vista pessoal, construindo e estruturando a sua própria base do conhecimento.

Um dos problemas colocados à utilização do hipermédia na aprendizagem, segundo o autor, relaciona-se com a forma como os alunos irão integrar a informação que adquirem no hipertexto nas suas próprias estruturas do conhecimento. A partir da informação encontrada num documento hipermédia, os alunos terão de relacionar essa informação com aquilo que já sabem, reorganizando os seus conhecimentos, de forma a poderem acomodar a nova informação. Contudo, quando os alunos estão muito ocupados a navegar no hipermédia, estão, muitas vezes, a receber mais informação do que aquela que podem acomodar.

Jonassen (2007) apresenta como solução para este problema pensar no hipermédia não como fonte de conhecimento a partir da qual se aprende, mas sim como uma ferramenta cognitiva com a qual se pode construir e aprender, admitindo que os alunos aprendem mais através da construção de materiais educativos do que através do seu estudo.

A construção do hipermédia constitui um exemplo de “conhecimento enquanto construção”, permitindo alunos empenhados e envolvidos cognitivamente em aprendizagens significativas. Contudo, a construção de apresentações hipermédia é um processo complexo e moroso que exige muitas competências dos alunos. A criatividade e a complexidade exigidas para se conceberem produtos hipermédia numa forma motivadora para os alunos constituem, provavelmente, a ferramenta cognitiva mais entusiasmante e potencialmente eficaz de todas as ferramentas cognitivas. A riqueza das formas de representação disponíveis nas bases de conhecimento multimédia, segundo Jonassen (2007), é maior do que todas as outras ferramentas cognitivas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Simulações computacionais no ensino da Física

Para os meus alunos do 10º Ano !

Aqui ficam algumas sugestões de simulações computacionais que devem explorar como complemento às actividades práticas laboratoriais desenvolvidas nas aulas:

APL 1.1 - Emissão e absorção de radiação

http://alv.fisica.uminho.pt/simulacoes/Emissao_e_absorcao_de_radiacao/

APL 1.2 - Energia eléctrica fornecida por um painel fotovoltaico

http://alv.fisica.uminho.pt/simulacoes/efoto/#

Explorem as simulações.
Bom trabalho!

domingo, 2 de maio de 2010

2011 Ano Internacional da Química

As Nações Unidas, na sua 63ª assembleia-geral, aprovaram a proposta da IUPAC – já anteriormente acolhida pela UNESCO – para designar 2011 como Ano Internacional da Química. Esta iniciativa pretende salientar os contributos da Química para o bem-estar da Humanidade.

O Ano Internacional da Química irá desenvolver-se sob o tema unificador “Chemistry- our life, our future”, apresentando entre os seus objectivos promover a apreciação pública pela Química na sua capacidade de ir ao encontro das necessidades mundiais, fomentar o interesse dos jovens pela Química e, gerar entusiasmo para o futuro criativo da Química.

2011 coincide com o centenário da atribuição do Prémio Nobel da Química a Marie Curie pela descoberta dos elementos químicos rádio e polónio, depois de em 1903 ter sido laureada com o prémio Nobel da Física (divido com Pierre Curie e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioactividade. Assim, 2011 será ainda uma oportunidade salientar o contributo das mulheres no desenvolvimento da Ciência.

2011 vai ser um grande ano, com muita Química!

Asteróide coberto de gelo

Descoberto asteróide coberto de gelo entre Júpiter e Marte
Investigadores admitem que a água da Terra pode ter origem no espaço
CiênciaHoje
2010-04-29

"Entre as órbitas de Júpiter e Marte encontra-se um enorme asteróide coberto por gelo e material orgânico, principalmente carbono. Os investigadores da Universidade Johns Hopkins de Laurel e da Universidade Central de Florida observaram, em estudos independentes, este corpo espacial – de seu nome «24 Themis» – utilizando um telescópio de infra-vermelhos da NASA.(...)A descoberta dá força à teoria de que foram os asteróides a distribuir os ingredientes que tornaram possível a vida na Terra."

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42139&op=all

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Terra em miniatura

Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena comunidade com 100 pessoas, mantendo as actuais proporções, seria mais ou menos assim:

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Qual a contribuição que a Ciência pode dar para alterar esta situação?

domingo, 25 de abril de 2010

Água - Um Mundo Sedento

http://www.nationalgeographic.pt/articulo.jsp?id=2157517

" Enquanto composto químico, nada poderia ser mais simples do que a água: dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio. Do ponto de vista humano, contudo, a simplicidade desvanece-se. Embora o nosso mundo esteja coberto de água, mais de 97% desta água é salgada. Dois por cento constituem água doce presa em neve e em gelo, deixando menos de um por cento para nós.(...)
Até 2025, 1.800 milhões de pessoas viverão em locais onde a água escasseia."

Chris Johns,
National Geographic, Abril de 2010

Visita de estudo do 8º ano - Estação Litoral da Aguda

Para saberes mais sobre a visita de estudo a realizar esta semana, depois de consultares o guião da visita fornecido pela professora, podes consultar o site:

http://www.fundacao-ela.pt/

Eis o desafio que te proponho:

Imagina que trabalhas para uma revista científica e tens como missão elaborar uma foto-reportagem sobre a manhã passada na Estação Litoral da Aguda. Deves salientar os aspectos mais relevantes das actividades desenvolvidas e aqueles que, na tua opinião, foram mais interessantes.

Para realizares esta reportagem deves formar grupos de 3 a 4 elementos e recolher o máximo de informação possível sobre a visita. Podes filmar, tirar fotografias, colocar questões aos monitores e tirar apontamentos.

A melhor repotagem da turma será publicada na edição de Maio do Jornal da Escola - Nota 20.

Mãos à obra!

Boa visita e não te esqueças: A Química é divertida!

Verdade Inconveniente

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sábado, 24 de abril de 2010

Contextos de aprendizagem fora da escola

É consensual, entre a comunidade científica, que a aprendizagem das Ciências pode ocorrer muito para além da sala de aula.

A investigação sobre contextos de aprendizagem fora da escola distingue entre contextos não formais e contextos informais. Nesta distinção, os contextos informais de aprendizagem correspondem a situações que ocorrem no dia-a-dia, não estruturadas, onde podem intervir interlocutores ocasionais, e que ocorrem em locais como por exemplo o recreio da escola, em casa ou no convívio da rua, entre outros.

Por outro lado, os contextos não formais correspondem a locais ocasionalmente visitados, como acontece, por exemplo, no âmbito de visitas de estudo a Museus, Centros Interactivos de Ciência, Indústrias, entre outros. Correspondem a actividades que podem ser estruturadas e onde o professor desempenha um papel como mediador das aprendizagens.

Os contextos não formais de aprendizagem podem ser explorados pelos professores de Ciências de forma a potenciar uma aprendizagem cognitiva e, simultaneamente, uma aprendizagem afectiva ou de ordem social. Neste sentido, uma visita de estudo bem planeada permite: realizar aprendizagens do domínio cognitivo, psicomotor, afectivo e social; potenciar a escolha de carreiras científicas; facilitar a aprendizagem ao longo da vida; colmatar dificuldades dos recursos escolares. Por outro lado, se mal planeada, a visita de estudo no âmbito de uma disciplina específica será uma “oportunidade perdida”.

A investigação em contextos de aprendizagem não formais aponta para a necessidade da preparação da visita contemplar três momentos distintos: o momento pré-visita, destinado a preparar os alunos para as tarefas a desenvolver; o momento que decorre durante a visita, em que os alunos desenvolvem as actividades programadas, mas que deve contemplar a possibilidade de os alunos explorarem o local livremente; o momento pós-visita em que se faz a avaliação da visita, considerando-se qual o seu contributo para a construção e reconstrução do conhecimento.

O momento pré – visita deve desempenhar ainda uma outra função: a redução do efeito de novidade, sem contudo o anular, de forma a evitar que os alunos fiquem demasiado excitados e se foquem nos objectivos da visita.

As visitas de estudo são, sem dúvida, uma área em que os professores devem investir, apesar do imenso trabalho exigido na preparação destas actividades. Aproveitar recursos póximos da escola tais como Planetários, Museus, Centros de Ciência ou Indústrias, são algumas das hipóteses a ter em conta de forma a potenciar nos alunos aprendizagens significativas, motivadoras e facilitadoras da tomada de decisões.

Hubble: 20 anos a observar o espaço

Hubble há 20 anos no espaço a observar planetas fora do sistema solar:



A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala no domingo o seu aniversário.

http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/slideshows/20090422+Hubble+tem+19+anos.htm

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aprendendo com os Museus

Alguns argumentos a favor da inclusão da história e filosofia das ciências na educação em ciências, referem que: a História da Ciência(HC) motiva e atrai os alunos; humaniza os conceitos científicos; promove uma melhor compreensão dos conceitos e métodos científicos, dando uma perspectiva do seu desenvolvimento e aperfeiçoamento; desempenha um papel fundamental na compreensão da natureza do conhecimento científico; demonstra que a ciência é mutável e instável e que, por isso, o pensamento actual está sujeito a transformações que se opõem à ideologia cientificista (Matthews, 1992).

Cachapuz, A.,Praia, J. e Jorge, M.(2002) referem a importância da HC no sentido de revelar aos alunos que a Cência é uma construção humana, e que não deve ser sobrevalorizada a ideia de HC como resultante da acção isolada de grandes homens, desprovida dos contextos históricos, sociais e culturais da época em que estão inseridos. Assim, torna-se necessário transmitir uma visão da HC que refira sucessos e insucessos, avanços e recuos, debates e conflitos, e sobretudo, de que a construção científica teve no passado, assim como continua a ter hoje, um carácter de construção colectiva. Deve ainda ser acentuada a ideia de que a evolução científico-tecnológica está dependente da tomada de decisões político-sociais, pelo que se torna necessário reconhecer o percurso da própria HC.

Os Museus de Ciência constituem um valioso recurso científico e didáctico que pode ser explorado numa perspectiva histórica da Ciência.

Nota20 de Abril - Aprendendo com os Museus

http://content.yudu.com/Library/A1nhvn/Nota20Abril2010/resources/index.htm?referrerUrl=http%3A%2F%2Fwww.yudu.com%2Fitem%2Fdetails%2F152376%2FNota20_Abril2010

Referências Bibliográficas:

Cachapuz, A.,Praia, J. & Jorge, M.(2002). Ciência, educação em ciências e ensino das ciências. Lisboa: Ministério da Educação.

Mathews. M. (1992). History, Philosophy, and Science Teaching: the presente reapproachment. Science & Education .

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra

A Quercus alertou hoje, dia da Terra, para o risco que o planeta corre de entrar em cataclismo e salientou que só em Portugal o consumo e a produção de resíduos estão 70% acima da sua capacidade.





Nasa divulga imagens inéditas do Sol


Um novo telescópio da NASA especialmente concebido para observar o Sol enviou as primeiras imagens. Mostram em detalhe tempestades solares e a superfície da estrela e poderão vir lançar uma nova luz sobre os efeitos do Sol na atmosfera terrestre.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Para os meus alunos do 10º ano

Está na altura de começarem novamente a trabalhar!



http://www.glasbergen.com/

Radiação do Corpo Negro para alunos do 10º ano

Consultem a simulação do espectro de emissão de radiação do corpo negro que exploramos hoje na aula:

http://phet.colorado.edu/simulations/sims.php?sim=Blackbody_Spectrum

Questões:

1 - O que acontece ao espectro da radiação térmica se a temperatura do corpo negro for maior ou menor, ou seja, se variar?

2 - Aumentando a temperatura, o que acontece à intensidade total da radiação emitida?

3- O deslocamento máximo da curva, para menores comprimentos de onda, ocorre com o aumento ou com a diminuição da temperatura?Que nome se dá a este fenómeno?

4 - A cor de uma estrela resulta da intensidade da luz visível emitida nos vários comprimentos de onda. O Sol é uma estrela de temperatura à superficíe de cerca de 6000 K, e apresenta um máximo de emissão na zona visível (verde).Explica porque apresenta cor amarela.

5 - Quais as estrelas mais quentes: vermelhas ou azuis?

6 - Qual é a zona do espectro electromagnético onde é máxima a potência irradiada por um corpo negro?

7 - Em que zona do espectro é máxima a potência irradiada pelo Sol(considerado como corpo negro)?

8 - Em que zona do espectro é máxima a potência irradiada pela Terra(considerada um corpo negro)?

Podem consultar:


Enviem as respostas por mail.
Bom trabalho!