terça-feira, 30 de março de 2010

The Breathing Earth simulation

Esta simulação em tempo real apresenta as emissões de CO2 de cada país no mundo, bem como as suas taxas de nascimento e morte.

http://www.breathingearth.net/

É um recurso útil para aulas que abordem temáticas ligadas à Energia e ao Ambiente.

sábado, 20 de março de 2010

A observação de aulas e o Princípio da Incerteza de Heisenberg

Entre professores e investigadores existe, segundo Allwright (1988), uma “crença no observável”. Acredita-se que, através da análise do observável, se pode descobrir o pensamento através da palavra e da acção. Neste sentido, a observação de aulas constitui-se como estratégia de investigação e de formação de professores.

Vieira (1993), fala do significado de observar uma aula, referindo o “quanto é ilusório pensar-se que aquilo que vemos é o que acontece” (Vieira, 1993, p.38).

Ao confrontarmos as percepções de um observador com as percepções de outro observador, damo-nos conta de que observar é interpretar e sendo um acto interpretativo, a observação reflecte a subjectividade do sujeito que observa (Vieira, 1993). Por outro lado, o observador pode, por vezes, interferir com a realidade que observa, como acontece na Física.

A Mecânica Quântica descreve o comportamento do electrão, recorrendo ao conceito de probabilidade, não sendo possível conhecer, simultaneamente, e com exactidão, a sua posição e a quantidade de movimento – “Princípio da Incerteza de Heisenberg”.
Se pretendermos saber por onde andou o electrão, teremos de fazer incidir sobre ele radiação apropriada. Ao ser “iluminado” o electrão ficará intimidado e já não se comportaria como se não estivesse a ser visto (Fiolhais, 2007).

“Se não olharmos, o electrão está à vontade e faz o que muito bem lhe apetece. Mas, se não olharmos, não poderemos saber o que ele fez. De certo modo a observação altera o comportamento do objecto observado… Esta alteração não pode ser eliminada melhorando o instrumento de observação, pois é da própria natureza das coisas.” (Fiolhais, 2007, p.24).

De forma semelhante, na observação de aulas, o observador poderá influenciar o comportamento do professor observado, que se poderá comportar de forma diferente da habitual, sobretudo se a observação de aulas for uma prática pontual e descontextualiza, como a que está agora a surgir no âmbito da avaliação de desempenho do pessoal docente.

Contudo, se não observarmos, não poderemos ter acesso às práticas do professor. Uma falta de cultura de partilha de experiências e de boas práticas, uma falta de abertura das nossas salas de aula a outros olhares que não só os dos nossos alunos, pode levar a que o professor observado se sinta um pouco como o electrão.

Referências bibliográficas:
Allwright (1988). Observation in the language Classroom. Londres: Longman.
Fiolhais,C. (2007). Nova Física Divertida. Portugal: Gradiva - Publicações, Lda.
Vieira, F. (1993). Supervisão – Uma Prática Reflexiva de Formação de Professores. Rio Tinto: Edições Asa.

Analogias no ensino da Química


Há muitos anos atrás, ainda estudante na faculdade, fiz uma breve pesquisa sobre a utilização de analogias no ensino da Química e descobri na revista "Chemical Education" uma analogia fantástica que utilizei inúmeras vezes, anos mais tarde, quando leccionava o programa de Química de 12º ano.

"Young Woman or an Old Lady?" é uma imagem interessante que tem sido muito utilizada pela Psicologia para interpretar traços de personalidade. Na altura, achei-a útil para o ensino da " dualidade corpúsculo-onda ".

A dualidade da natureza da luz, comportando-se umas vezes como onda, outras como partícula, levou Louis De Broglie, em 1824, a construir uma ideia revolucionária sobre a natureza do electrão, que também poderia apresentar características ondulatórias ou corpusculares, dependendo do fenómeno em estudo, mas nunca os dois comportamentos em simultâneo. Esta ideia constitui hoje um dos princípios fundamentais da Mecânica Quântica.

A analogia explorada com esta imagem baseia-se no facto de podermos ver a senhora idosa ou a mulher nova, dependendo dos pontos que tomamos como referência, mas nunca as duas em simultâneo.

Diversos autores reconhecem inúmeras potencialidades no ensino e aprendizagem das ciências com recurso à exploração de analogias, contudo existem também algumas limitações, sobretudo no que concerne à analogia poder ser interpretada (ou mesmo confundida) com o conceito em estudo, ou dela serem apenas retidos os detalhes pitorescos, sem se chegar a atingir o que a analogia pretendia.
Será possível utilizar a mesma analogia para explicar o Princípio da Incerteza de Heisenberg?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Computadores, Ferramentas Cognitivas

Referências bibliográficas:

Jonassen., D. H. (2007). Computadores, Ferramentas Cognitivas. Desenvolver o pensamento crítico nas escolas. Porto: Porto Editora, pp.15-33.

Registo de Leitura:

Capítulo 1 - O que são ferramentas cognitivas ?

Jonassen (2007) propõe uma nova abordagem na utilização dos computadores como apoio à aprendizagem significativa, utilizando ferramentas cognitivas como aplicações informáticas que exigem que os alunos pensem de forma significativa usando a aplicação para representarem o que sabem.

Na opinião do autor, a aprendizagem com computadores deverá ser realizada numa perspectiva construtivista, encarando os computadores e as suas diversas potencialidades como “ferramentas informáticas adaptadas ou desenvolvidas para funcionarem como parceiros intelectuais do aluno” (Jonassen, 2007, p. 21) de modo a estimular e facilitar o pensamento crítico e a aprendizagem de ordem superior.

No conceito de ferramenta cognitiva, o autor inclui bases de dados, redes semânticas (mapas conceptuais), folhas de cálculo, sistemas periciais, ferramentas de remodelação de sistemas, micromundos, motores de busca de informação, ferramentas de representação visual, ferramentas de publicação multimédia, ambientes de conversação em tempo real e conferência através do computador.

Ferramentas cognitivas são ferramentas que ampliam e reestruturam o pensamento do aluno, dispositivos de pensamento crítico, parceiros intelectuais dos alunos, no sentido em que permitem estabelecer uma parceria em que o computador realiza cálculos, armazena e recupera informação, e os alunos são responsáveis por apreciar criticamente a informação.

As ferramentas cognitivas representam uma abordagem construtivista da utilização dos computadores, estimulando os alunos na reflexão, manipulação e representação sobre o que sabem. Nesta perspectiva, o conhecimento é construído pelo aluno e não transmitido pelo professor.

Diversas vantagens são apontadas por Jonassen (2007) às ferramentas cognitivas: permitem a construção do conhecimento, o pensamento reflexivo, permitem estabelecer parcerias cognitivas e apoiam novas formas de pensamento.

Caça ao Tesouro


A Física também é divertida!

Introdução:

"E que diz a lei de Arquimedes? Esta pergunta costuma ser feita nos exames escolares e há sempre alunos que gostam de dar um ar da sua graça. Houve um que respondeu, metendo abundantemente água: "Todo o corpo mergulhado num liquído, molha-se." Houve um outro que afirmou, convicto, numa prova oral: " Todo o corpo mergulhado num líquido, se ao fim de meia hora não voltar à superficíe, deve ser considerado perdido." A este último o professor poderia ter ripostado: " Todo o aluno mergulhado num exame, se ao fim de meia hora não responder nada certo, deve ser considerado chumbado."

Fiolhais, C. (1991). Física divertida.Lisboa: Grádiva, p. 17.

Eis o desafio:

Porquê Eureka, Eureka?

http://portalnecas.com/66/quem-disse-eureka/

http://nautilus.fis.uc.pt/softc/Read_c/gradiva1/eureka.htm

Quem foi Arquimedes?

http://www.eb23-guifoes.rcts.pt/NetMate/sitio/matematicos/Arquimedes.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquimedes

O que diz a Lei de Arquimedes?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Arquimedes

http://www.explicatorium.com/CFQ9-Lei-de-Arquimedes.php

Porque flutuam os barcos? Então, e porque se afundam às vezes ?

http://labdna_esecgond.blogs.sapo.pt/2250.html

http://nautilus.fis.uc.pt/softc/Read_c/gradiva1/banheira.html

Depois de investigares, escreve um pequeno texto onde apresentes as respostas às questões formuladas e envia-o por mail à tua professora.
Mãos à obra e boa Caça!